sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

És Tu...

Aproveito esta primeira mensagem de 2009 para desejar um bom ano.Este ano, espera-se que traga novidades sobre o projecto com a minha amiga Lucília São Lourenço. Assim, aqui fica um aperitivo musical do que virá aí... A letra de Florbela Espanca, interpretado pela soprano Lucília São Lourenço acompanhada ao piano por Nuno Lopes. Terá sido composta em 2005.
És tu! És tu! Sempre vieste, enfim!
Oiço de novo o riso dos teus passos!
És tu que eu vejo a estender-me os braços
Que Deus criou pra me abraçar a mim!

Tudo é divino e santo visto assim…
Foram-se os desalentos, os cansaços…
O mundo não é mundo: é um jardim!
Um céu aberto: longes, os espaços!

Prende-me toda, Amor, prende-me bem!
Que vês tu em redor? Não há ninguém!
A Terra? — Um astro morto que flutua…
Tudo o que é chama a arder, tudo o que sente,
Tudo o que é vida e vibra eternamente
É tu seres meu, Amor, e eu ser tua!


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(Concerto realizado no Castelo de Pirescouxe a 10 de Setembro de 2005)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

RAP Natalício

Aqui fica outra das minhas contribuições para esta quadra, neste caso um RAP Natalício que fiz para os meus alunos. Boas festas.

Há muito, muito tempo,
Numa gruta em Belém, nasceu um menino
Filho de Maria, para nosso bem
Era pobre, muito pobre,
Ninguém o quis acolher,
Mas desde há dois mil anos,
Que se lembra o seu nascer.

Refrão:
Natal é todos os dias,
Sempre que o Homem quiser.
Natal é saber amar,
E saber perdoar.

Pastorinhos do deserto,
Todos correm p’ra adorar,
O Deus menino Jesus,
Que ao mundo veio amar.
Vieram do Oriente,
Para adorar o menino
Três reis magos, de seu nome
Baltazar, Gaspar e Belchior.

Refrão:
Natal é todos os dias,
Sempre que o Homem quiser.
Natal é saber amar,
E saber perdoar.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Menino Amado - Canção de Natal

Quase que já é Natal! Por isso lembrei-me de colocar aqui uma música que eu acho que fiz. Esta preciso mesmo de ajuda. A letra penso que foi feita em conjunto no grupo "Mundo Jovem", mas depois não me recordo como surgiu a música. Alguém se lembra? Já foi certamente há muitos anos.

Menino Amado

Do firmamento veio,
Um sinal de luz e de magia.
Uma estrela surgiu,
Dando ao mundo um toque de alegria.

E chegou o menino amado,
Em Belém nascido num portal.


Nessa noite tão linda,
Em que os anjos cantam ao Senhor
Correi vinde a Belém,
Já nasceu o nosso Salvador.

Vieram os reis Magos,
Belchior, Gaspar e Baltazar.
Mirra, incenso e ouro,
Foi o que eles vieram deixar.

Assim nasceu Jesus,
Nosso Rei e nosso Salvador.
Vamos cantar para sempre
A sua mensagem de Paz e Amor.

domingo, 23 de novembro de 2008

Overture do Musical "Como é que um chapéu pode meter medo"

Faz por estes dias, aproximadamente 6 anos que o Musical "Como é que um chapéu pode meter medo", era apresentado todos os Domingos no Salão Nobre da Escola Superior de Educação de Lisboa. Era surpreendente ver toda aquela equipa de músicos, actores, entre outros juntarem-se num Domingo às 17h00 para apresentar um espectáculo, que infelizmente nunca conseguia captar muito público. Em todo o caso, sinto que valeu a pena. Aqui fica a Abertura, para os saudosistas.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Sida não é solidão (Parte II)

Ainda a propósito do tema "Sida não é solidão", aqui fica o poema da Cristina Caras Lindas.

Quero lembrar-te
Que há um amigo
Que vive perfumado
De rosas e remédios.
Numa dolorosa calma
Alguém como nós
Cresceu entre lendas fantásticas
E histórias de encantar.
Brincou aos indíos e cowboys.
Fez perguntas, quis sonhar,
E um dia amou demais.
Andou sozinho neste mundo de todos
Com um cavalo branco no sangue e um palco no peito.
Na noite traficou alegrias e acendeu fogueiras de loucura.
Até que a vida lhe desmontou
O circo da infância.

Engoliu angústias,
Enfrentou silêncios,
E desenhou uma viagem
Com os dedos no vidro embaciado da janela.
Foi a tristeza de um lume apagado
A perca de um Universo.
Dias ocos que se fecharam no meio do sol.
Depois as contracções de revolta,
O ensaiar palavras para pedir ajuda.
Não cales,
Não pares
Enfrenta esta luta.
Inventa a força que é só tua.
Quero dar-me em excesso
Neste sentimento que nos une,
Nos aperta, e nos ata,
Que é o único que a sida não mata.

Quero aconchegar os lençois brancos,
Que vamos transformar em milagre.
Curar as tuas feridas,
Deixar-te adormecer,
Apertando a minha mão.


Quero dar-te a minha ternura,
Numa caixa, com laço de fé.
Embrulhada em papel,
De pele quente de amigo,
Quero dizer-te conta comigo.


Murmurar-te ao ouvido,
Dizer-te conta comigo,
A Sida não é solidão…

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Sida não é solidão

Ainda falta algum tempo para o Natal, mas a propósito de uma notícia que hoje veio a público sobre Portugal ser o país da UE com a maior taxa de sida entre os toxicodependentes, lembrei-me que há alguns anos por esta altura compus um tema para a campanha de Natal da Associação Abraço. A ideia partiu da Cristina Caras Lindas que escreveu o poema. Aqui fica o registo desse tema, com a interpretação da Cristina Caras Lindas, Lucília São Lourenço e João Eduardo Costa Campos, acompanhados ao piano por Nuno Lopes, Janeca no contrabaixo e eu na guitarra clássica. Aqui fica o registo para memória futura. (Claro que conto sempre com a vossa ajuda para descobrir quando é que este tema foi composto!)

sábado, 1 de novembro de 2008

Planeta da Energia (Parte III)

Sobre este musical, habitualmente antes de cada apresentação, eu ensaio o Hino do Musical com os alunos que estão a assistir. Trata-se da canção "Terra Mãe". A faixa que disponibilizo, foi gravada ao vivo em 2005, durante a estreia realizada no Salão Nobre da Escola Superior de Educação de Lisboa. Interpreta a Isabel Pereira, acompanhada por mim ao piano e o Janeca no contrabaixo.